quarta-feira, 27 de maio de 2009

Revolução Russa - Por Vinicius Carvalhosa

Safina lidera a tropa russa



A chegada de Dinara Safina ao topo do ranking da WTA em abril colocou em evidência mais uma vez a incrível capacidade da Rússia em gerar tenistas de alto nível – principalmente no circuito feminino. A irmã do ex-número 1 da ATP Marat Safin alcançou o feito com apenas 23 anos e tornou-se a segunda russa a liderar o ranking – a outra foi Maria Sharapova – ultrapassando Serena Williams, que liderava antes dela.

Apesar de apenas duas russas terem se consagrado como número 1 na história, nunca o momento do tênis do país foi tão bom como vem sendo nessa segunda metade da década. Atualmente são 13 russas povoando o Top 100 da WTA, sendo quatro delas no Top 10: além da líder Safina, a bela Elena Dementieva é a número 4, Vera Zvonareva é a sexta e Svetlana Kuznetsova é a sétima. Estendendo um pouco ao Top 50, temos 11 das 13: além das 4 já citadas, entram Nadia Petrova (11), Alisa Kleybanova (23), Anna Chakvetadze (26), Anastasia Pavlyuchenkova (27), Ekaterina Makarova (38), Maria Kirilenko (47) e Elena Vesnina (49). Seguindo adiante na lista, vemos que o número poderia ser bem maior, já que algumas tenistas acostumadas a frequentar o grupo das cinquenta melhores do mundo estão fora por motivos diversos. É o caso da ex-número 1 Maria Sharapova, que vem sofrendo constantemente com lesões no ombro e atualmente ocupa a 102ª posição. E também de Vera Dushevina – atual número 55 – e que já viveu momentos melhores.

Com tanto talento dentro das gigantes fronteiras russas, não é à toa que o país lidera o ranking da Fed Cup, torneio feminino de seleções de tênis nos moldes da Copa Davis. Conquistaram quatro das últimas cinco edições do torneio, deixando de vencer apenas em 2006 – a Itália sagraria-se campeã – quando foi eliminada pela futura vice-campeã Bélgica, de Justine Henin e da ex-número 1 Kim Clijsters, na primeira rodada. Mas a derrota pode ser justificada: as russas não contavam com duas de suas principais jogadoras – Sharapova e Kuznetsova – e coube a Elena Dementieva liderar as então ainda inexperientes Safina, Petrova e Kirilenko contra a forte Bélgica de Henin e Clijsters.

Com tantas tenistas talentosas e ainda jovens, é de se esperar que a qualidade do tênis russo siga alta nos próximos anos, e que elas continuem dominando o ranking da WTA e a Fed Cup. Safina tem apenas 23 anos e Zvonareva tem 24. Algumas já são mais experientes, como Petrova (26 anos) e Dementieva (27), mas ainda podem jogar por mais alguns anos em alto nível. As outras são bastante jovens e ainda podem crescer muito no circuito, como é o caso de Chakvetadze (22 anos, ex-número 5 do mundo), Kirilenko (21 anos), Kleybanova (20 anos), Makarova (20 anos), Vesnina (22 anos) e, principalmente, a maior promessa dessa nova geração: Anastasia Pavlyuchenkova, que com apenas 17 anos já está na 23ª colocação. O futuro da Rússia no WTA promete continuar dourado.

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