quarta-feira, 7 de outubro de 2009

2016 é logo ali

O anúncio da escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 trouxe euforia para a cidade e sua população. A organização do evento possibilitará que o Rio receba investimentos e acelere melhorias na cidade que não seriam feitas tão cedo caso não recebesse as Olimpíadas. Mas essa é preocupação que cabe aos poderes executivos das instâncias municipal, estadual e federal. Como estamos aqui para falar de esporte, tratemos do que cabe ao Comitê Olímpico Brasileiro realizar nos próximos sete anos.

Somente agora, com a eleição do Rio, as autoridades esportivas brasileiras prometem levar a sério as mudanças necessárias para melhorar o desempenho do país nos Jogos. A meta estabelecida pelo COB pretende que o Brasil termine a edição de 2016 entre os dez melhores do quadro de medalhas. Tarefa difícil para quem tem um 16º lugar – obtido em Atenas 2004 – como melhor resultado. Nas outras últimas três edições o Brasil obteve o 25º lugar em Atlanta 1996, a 23ª posição em Pequim 2008 e a vergonhosa 52ª colocação em Sidney 2000, quando não conseguiu nenhuma medalha de ouro.

Analisando o espaço amostral a partir de 1996 (que, não por acaso, foi o ano da primeira Olimpíada que acompanhei), podemos encontrar os esportes nos quais o Brasil tem tradição de bons resultados e tem praticamente obrigação de conquistar medalhas – de ouro, se não for pedir muito. Um dos maiores exemplos é o vôlei de praia, que trouxe ouro e prata de Atlanta (Sandra/Jaqueline derrotaram Adriana/Monica na final feminina); prata (Zé Marco/Ricardo e Adriana Behar/Shelda) e bronze (Sandra/Adriana) de Sidney; ouro (Ricardo/Emanuel) e prata (Adriana Behar/Shelda) de Atenas; e prata (Márcio/Fábio Luiz) e bronze (Ricardo/Emanuel) de Pequim. Com toda essa tradição recente de conquistar, o país pode formar, em sete anos, novas duplas capazes de vencer os Jogos de 2016. Atualmente Juliana e Larissa lideram o ranking mundial feminino e são as maiores esperanças de vitórias brasileiras no vôlei de praia, enquanto Renata e Maria Elisa são as vice-líderes.

Outro esporte que vem sempre trazendo medalhas nas últimas edições é o iatismo. Os velejadores Robert Scheidt e Torben Grael estão entre os maiores medalhistas olímpicos brasileiros da história, sempre favoritos nas competições que disputam. Em 1996, ambos conquistaram o ouro: Scheidt na classe laser e Torben na classe star, em dupla com Marcelo Ferreira. Além dos dois, quem também trouxe medalha de Atlanta foi o irmão de Torben, Lars Grael, terceiro lugar na classe Tornado ao lado de Kiko Pelicano. Posteriormente, Lars seria vítima de um acidente de barco que forçaria a amputação de uma de suas pernas, tirando o velejador das competições esportivas. Em 2000, prata para Scheidt e bronze para Torben e Marcelo Ferreira. Em 2004, os três conquistaram o ouro. E em 2008, Robert Scheidt – já disputando contra Torben na classe star, ao lado de Bruno Prada – conquistou a prata, enquanto a outra medalha brasileira na vela, de bronze, veio de Isabel Swan e Fernanda Oliveira, as primeiras mulheres brasileiras medalhistas olímpicas no Iatismo.

Mas não só de Vôlei de Praia e Iatismo vive o esporte olímpico brasileiro. Outras modalidades sempre fortes, como o vôlei de quadra, o futebol e o judô costumam trazer medalhas, mesmo que não sempre de ouro (não é, galera do futebol?). Olhando para o biótipo do povo brasileiro, é inadmissível que o Brasil seja relegado a coadjuvante a maior parte do tempo no mundo esportivo. A grande miscigenação étnica por aqui possibilitaria chegar a status de excelência em diversas outras modalidades, como a natação, o atletismo, a ginástica e as lutas em geral. Para isso, basta vontade política do COB e das confederações esportivas. As poucas experiências do esporte olímpico nacional com técnicos estrangeiros trouxeram bons resultados. O handball, tanto masculino quanto feminino, melhorou consideravelmente após a chegada da comissão técnica espanhola. O basquete masculino também apresentou melhorias após o espanhol Moncho Monsalve assumir o comando. E como esquecer do ucraniano Oleg Ostapenko, que transformou a ginástica artística brasileira em uma das melhores do mundo? E, fica a pergunta, se deu tão certo com esses exemplos, porque não segui-los?

Como exemplo de onde há necessidade disso temos os esportes aquáticos. Seria enorme o benefício ao pólo aquático tupiniquim, por exemplo, se fosse contratado um treinador europeu. Os países do leste europeu dominam o esporte, e um sérvio, croata ou húngaro certamente teria muito a oferecer para o desenvolvimento do pólo brasileiro. Na natação, treinadores americanos seriam muito bem-vindos. E porque não um chinês ou canadense para os saltos ornamentais e um russo para o nado sincronizado? Em outra área, treinadores americanos para as corridas rasas do atletismo teriam muito a oferecer. Na parte de “field” (em inglês, atletismo chama-se track and field, onde track é a parte das corridas e field compreende os saltos e arremessos), os europeus são os melhores, e um técnico de lá seria bastante produtivo.

Falta ao Brasil, acima de tudo, vontade. As confederações são dominadas por cartolas que se reelegem quantas vezes querem e não tem o menor interesse no desenvolvimento de seus esportes. Agora, ao que parece, temos motivo para mudar essa estrutura defasada e tornar o país, quem sabe?, uma potência olímpica do nível de Cuba, Rússia, China e EUA. Atualmente isso parece sonho porque o esporte não é levado a sério no Brasil. Com a mudança da mentalidade nos treinamentos esportivos – com a chegada de treinadores estrangeiros, a princípio, que possam treinar os jogadores a curto prazo e os nossos próprios treinadores a longo prazo – e a noção de que é fundamental o incentivo à prática esportiva nas escolas e faculdades, é possível melhorar substancialmente o esporte brasileiro. Não ainda para 2016, quem sabe para 2028 ou 2032. E se o país perder a vergonha de copiar os modelos que são bons, bem feitos e dão resultados, quem sabe possamos chegar ao patamar dos cinco melhores do quadro de medalhas. Não ainda para 2016. Mas quem sabe para 2020?

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Revolução Russa - Por Vinicius Carvalhosa

Safina lidera a tropa russa



A chegada de Dinara Safina ao topo do ranking da WTA em abril colocou em evidência mais uma vez a incrível capacidade da Rússia em gerar tenistas de alto nível – principalmente no circuito feminino. A irmã do ex-número 1 da ATP Marat Safin alcançou o feito com apenas 23 anos e tornou-se a segunda russa a liderar o ranking – a outra foi Maria Sharapova – ultrapassando Serena Williams, que liderava antes dela.

Apesar de apenas duas russas terem se consagrado como número 1 na história, nunca o momento do tênis do país foi tão bom como vem sendo nessa segunda metade da década. Atualmente são 13 russas povoando o Top 100 da WTA, sendo quatro delas no Top 10: além da líder Safina, a bela Elena Dementieva é a número 4, Vera Zvonareva é a sexta e Svetlana Kuznetsova é a sétima. Estendendo um pouco ao Top 50, temos 11 das 13: além das 4 já citadas, entram Nadia Petrova (11), Alisa Kleybanova (23), Anna Chakvetadze (26), Anastasia Pavlyuchenkova (27), Ekaterina Makarova (38), Maria Kirilenko (47) e Elena Vesnina (49). Seguindo adiante na lista, vemos que o número poderia ser bem maior, já que algumas tenistas acostumadas a frequentar o grupo das cinquenta melhores do mundo estão fora por motivos diversos. É o caso da ex-número 1 Maria Sharapova, que vem sofrendo constantemente com lesões no ombro e atualmente ocupa a 102ª posição. E também de Vera Dushevina – atual número 55 – e que já viveu momentos melhores.

Com tanto talento dentro das gigantes fronteiras russas, não é à toa que o país lidera o ranking da Fed Cup, torneio feminino de seleções de tênis nos moldes da Copa Davis. Conquistaram quatro das últimas cinco edições do torneio, deixando de vencer apenas em 2006 – a Itália sagraria-se campeã – quando foi eliminada pela futura vice-campeã Bélgica, de Justine Henin e da ex-número 1 Kim Clijsters, na primeira rodada. Mas a derrota pode ser justificada: as russas não contavam com duas de suas principais jogadoras – Sharapova e Kuznetsova – e coube a Elena Dementieva liderar as então ainda inexperientes Safina, Petrova e Kirilenko contra a forte Bélgica de Henin e Clijsters.

Com tantas tenistas talentosas e ainda jovens, é de se esperar que a qualidade do tênis russo siga alta nos próximos anos, e que elas continuem dominando o ranking da WTA e a Fed Cup. Safina tem apenas 23 anos e Zvonareva tem 24. Algumas já são mais experientes, como Petrova (26 anos) e Dementieva (27), mas ainda podem jogar por mais alguns anos em alto nível. As outras são bastante jovens e ainda podem crescer muito no circuito, como é o caso de Chakvetadze (22 anos, ex-número 5 do mundo), Kirilenko (21 anos), Kleybanova (20 anos), Makarova (20 anos), Vesnina (22 anos) e, principalmente, a maior promessa dessa nova geração: Anastasia Pavlyuchenkova, que com apenas 17 anos já está na 23ª colocação. O futuro da Rússia no WTA promete continuar dourado.

sábado, 23 de maio de 2009

A NBA e seus cabeças-de-área... - Por Wagner Silva


Bruce Bowen e uma de suas faltas "que merecem cartão"


Na batalha entre Los Angeles Lakers e Denver Nuggets, os "cabeças-de-área" podem ser decisivos.

Você não está lendo errado, tampouco eu estou viajando. Há alguns anos, tal como no futebol, a NBA tem visto o surgimento de um grande contingente de jogadores feitos para marcar, como os volantes ou, como preferir, os "cabeças-de-área". São jogadores designados para marcar o principal nome do time adversário, ao mesmo tempo que, quando seu time ataca, não recebem a bola com frequência. Geralmente, jogam na posição 3, de ala, pois têm altura para marcar armadores e até mesmo alas-pivôs.

Um dos precursores desta geração de "cabeças-de-área" é Bruce Bowen. O camisa 12 do San Antonio Spurs, mesmo atuando por cerca de 30 minutos por jogo, tem como maior média de pontos em sua carreira ridículos 8.2 pontos. Ele não pega rebotes, não rouba bolas, não dá assistências, enfim, estatiscamente falando, Bowen é uma negação.

Então, o que ele faz em quadra? É simples: ele faz da vida do melhor jogador de seus adversários um inferno. Que Bowen é um bom marcador no um-contra-um, isto é fato! Ele é um dos melhores da liga neste quesito. Mas seu "arsenal defensivo" é muito mais amplo. Bowen provoca, dá cotoveladas, deixa o pé para sua "presa" pisar quando aterrissa de um arremesso, tentando provocar uma torção de tornozelo. Enfim, a deslealdade em seu jogo é notável. Por isso, ele é tão impopular entre os jogadores da NBA. Diz a lenda que, na preparação da seleção norte-americana para o Mundial de 2006, Bruce Bowen, parte da equipe, era excluído por seus companheiros. No casino do hotel em que a equipe estava, em Las Vegas, enquanto Bowen jogava em uma mesa, os demais jogadores iam para uma mesa distinta. Isto, aliado ao mau desempenho de Bowen, teria deixado o camisa 12 fora do Mundial.

Hoje em dia, outros "cabeças-de-área" têm ganhado espaço em seus times. Muitos deles igualmente improdutivos ofensivamente quanto Bowen, nenhum deles, tão desleal.

No futebol, existem vários tipos de cabeças-de-área. Abaixo, segue uma lista, comparando estes estilos aos jogadores da NBA:

- Brucutu: é aquele que só sabe marcar e, quando a bola está sob seu domínio, mal sabe o que fazer. Na NBA, temos, além do próprio Bruce Bowen, Dahntay Jones (Denver Nuggets), Quinton Ross (Memphis Grizzlies), Trenton Hassell (New Jersey Nets) e Thabo Sefolosha (Oklahoma City Thunder).

- Taticamente disciplinado: até tem talento para produzir no ataque, mas segue a determinação do treinador e fica "na dele". Antoine Wright (Dallas Mavericks), Aaron Aflalo (Detroit Pistons), Corey Brewer (Minnesota Timberwolves), Mickael Pietrus (Orlando Magic), Nicolas Batum (Portland Trail Blazers) e DeShawn Stevenson (Washington Wizards) são bons exemplos.

- Elemento-surpresa: fica no seu canto, escondido, deixando os astros brilharem. Mas, quando o time precisa, ele sempre está lá para resolver. Caso de Tayshaun Prince (Detroit), Shane Battier (Houston Rockets), Trevor Ariza (Los Angeles Lakers) e James Posey (New Orleans Hornets).

- Craque: mesmo tendo como principal característica o poder defensivo, sobreassai tecnicamente e é uma das principais armas ofensivas de seu time. Ron Artest (Houston Rockets), Andrei Kirilenko (Utah Jazz) e Shawn Marion (Toronto Raptors), estes dois últimos longe de suas melhores fases, se encaixam perfeitamente neste caso.


É notado também que, geralmente, cada equipe possui apenas um "cabeça-de-área". O Houston Rockets, com Artest e Battier no time titular, é um raro caso em que jogadores deste tipo atuam juntos. Felizmente, ambos são ótimos jogadores e o time não perde ofensivamente. Só espero que os "brucutus" não passem a dominar a escalação de suas equipes, pois aí poderíamos ver times dignos de atuarem no futebol brasileiro, que vira-e-mexe nos proporciona um "belo espetáculo", com três ou quatro volantes no meio-campo.

Seja no futebol, no basquete ou em qualquer esporte coletivo, o que o povo quer ver é talento, técnica, genialidade. Tudo bem que raça é fundamental. E que os melhores jogadores da NBA, como LeBron James e Kobe Bryant, também são ótimos marcadores. Mas, primeiro, eles se preocupam em jogar. A NBA é o que é nos dias de hoje por causa deles e de seus antecessores, como Michael Jordan e Magic Johnson, não por causa de Bowens, Hassells e companhia...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Será que agora vai? - Por Vinicius Carvalhosa

Um nasceu em 1984. O outro, em 1987. Ambos foram draftados na primeira escolha com apenas 18 anos, bastante alardeados antes de entrarem em suas respectivas ligas e considerados o futuro de seus esportes. E já em suas primeiras temporadas confirmaram as expectativas, conquistando prêmios e quebrando marcas. Um está em sua sexta temporada, o outro está na quarta. E os dois já são considerados por muitos os melhores no que fazem. Até mesmo seus apelidos são parecidos: “The Chosen One” e “The Next One”. E ambos nunca estiveram tão perto de conquistar o primeiro título da carreira quanto estão agora.

Chega a ser difícil parar de elogiar LeBron James e Sidney Crosby quando os números mostram que se tornaram craques tão rapidamente na NBA e na NHL, respectivamente. Travaram duras batalhas contra seus rivais de geração, grandes jogadores draftados no mesmo ano: Crosby teve a concorrência do russo Alexander Ovechkin, enquanto LeBron teve suas atuações constantemente comparadas com as de Carmelo Anthony no começo de carreira. E também sofreram com elencos fracos ao redor nesse início, dificultando o sonho de chegar aos playoffs.

Em sua primeira temporada pelo Pittsburgh Penguins, 2005-2006, a franquia da Pensilvânia não alcançou a pós-temporada, terminando na lanterna da Conferência Leste. Mas Crosby não decepcionou: eleito para o All-Rookie Team, o jovem marcou incríveis 102 pontos, recorde da equipe para um novato, com 39 gols e 63 assistências, este último também recorde para um novato do Penguins. Mas esse não foi a maior marca quebrada: tornou-se o jogador mais jovem da história a marcar 100 pontos em uma temporada. Na temporada seguinte ele chegou pela primeira vez aos playoffs, mas não passou pelo Ottawa Senators e terminou a temporada com 120 pontos, quebrando outra marca, a de mais jovem a anotar 200 pontos na carreira. Não satisfeito, tratou de fazer história novamente: mais jovem a ser convocado para o Jogo das Estrelas. Na temporada seguinte ficou ausente por 21 jogos devido a uma lesão no tornozelo, mas voltou a tempo de conduzir o Penguins de volta a Stanley Cup após 16 anos. Mas não foram páreo para o forte Detroit Red Wings, e perderam por 4 a 2. Agora Crosby e o Penguins têm pela frente o surpreendente Carolina Hurricanes na final da Conferência Leste. Em caso de vitória, enfrentarão o vencedor da série entre Detroit Red Wings e Chicago Blackhawks. É a chance da consagração do jovem craque.

LeBron James chegou ao Cleveland Cavaliers na temporada 2003-2004. E já chegou mostrando as caras, com média de 20,9 pontos por jogo. Mas não contava com companheiros de equipe de seu nível, e foi difícil conseguir vitórias contando com a ajuda de nomes como Ira Newble, Tony Battie e DeSagana Diop. Apesar das excelentes atuações, LeBron não foi capaz de conduzir a equipe aos playoffs, mas foi eleito o melhor calouro da temporada. Como segundanista, novamente ficou fora dos playoffs, já que a grande movimentação da franquia para a temporada foi trocar o bom Carlos Boozer por Robert “Tractor” Traylor. Apesar do elenco ruim o jovem mostrou que já não era mais apenas uma promessa na NBA, anotando 27,2 pontos e 7,2 assistências por partida. LeBron James virou realidade. Com uma equipe melhor e 30 pontos por jogo, LeBron chegou aos playoffs pela primeira vez em 2005-2006, perdendo nas semifinais de conferência para o Detroit Pistons. Em sua quarta temporada, finalmente levou o Cavs à final da NBA, com atuações fenomenais contra o mesmo Detroit na final do Leste, mas não resistiu ao trio Parker-Ginóbili-Duncan do San Antonio Spurs na grande final. No ano seguinte, mais um trio de craques tirou de LeBron o sonho do título: em Boston, apenas no jogo 7, Ray Allen, Paul Pierce e Kevin Garnett venceram o Cleveland após uma série muito equilibrada. Agora LeBron e seus companheiros de Cavs enfrentarão o Orlando Magic na final de conferência. Entram como favoritos e têm o mando de quadra. Se vencerem, seu adversário será o vencedor de Los Angeles Lakers e Denver Nuggets. Em qualquer caso a final será muito difícil, mas a vantagem de mando de quadra será da franquia de Ohio, deixando o favoritismo com a equipe de King James.

Sidney Crosby: mais jovem da história a marcar 100 pontos em uma temporada; a atingir a marca de 200 pontos na carreira; a marcar pelo menos 100 pontos em duas temporadas seguidas; a ser votado para o All-Star Game; a ser o artilheiro de uma temporada; a ser eleito melhor da liga pelos companheiros; a ser escolhido para o time ideal da NHL; e a ser nomeado capitão de sua equipe.
LeBron James: mais jovem da história a ser eleito novato da temporada; a anotar um triple-double; a marcar 30 pontos, 40 pontos e 50 pontos em um jogo; a marcar 2000 pontos em uma temporada; a conquistar média de 30 pontos por jogo em uma temporada; a ser eleito para o time ideal da NBA; a ser eleito MVP de um All-Star Game; e a atingir as marcas de (segure o fôlego) 1.000, 2.000, 3.000, 4.000, 5.000, 6.000, 7.000, 8.000, 9.000, 10.000, 11.000 e 12.000 pontos na carreira.

As histórias de ambos possuem semelhanças, embora ainda sejam jovens – Crosby está com 21 anos e LeBron está com 24 – e tenham muito a conquistar. Até agora não conquistaram títulos, apesar de serem considerados por muitos os melhores jogadores de suas ligas. Na temporada 2008-2009, estão mais perto do que nunca de finalmente alcançarem o sonho de todo esportista e levar suas equipes ao topo. Suas tarefas não são fáceis, mas ambos já cansaram de provar que são capazes de decidir não apenas jogos, mas também séries de playoffs. As torcidas de Pittsburgh e Cleveland torcem, confiam muito, e estarão sempre presentes apoiando seus grandes ídolos. E, ainda que não seja dessa vez que conquistem o título e a consagração total, podem ter certeza de que já estão com seu lugar guardado na história, em uma seção do tipo “maiores de todos os tempos”. Crosby ao lado de lendas como Wayne Gretzky e Mario Lemieux. E LeBron ao lado de monstros sagrados como Michael Jordan e Magic Johnson. A nós, simples torcedores, reles mortais, resta agradecer a chance de poder assistir Sidney Crosby e LeBron James fazendo história a cada minuto que passam em quadra.

sábado, 16 de maio de 2009

Uma volta pelos EUA - Por Vinicius Carvalhosa

De volta após longo tempo, vamos direto às rapidinhas sobre os esportes americanos (com exceção da NBA, sobre a qual o Wágner já comentou)

- Sidney Crosby venceu Alexander Ovechkin no duelo particular que travaram nas semifinais do leste da NHL. O Pittsburgh Penguins, de Crosby, carimbou sua passagem para a final derrotando o Washington Capitals, de Ovechkin, e enfrentará o Carolina Hurricanes, que eliminou o Boston Bruins por 4 a 3. Do outro lado do país, série equilibrada entre Detroit Red Wings e Anaheim Mighty Ducks, mas os atuais campeões levaram a melhor e Detroit segue em frente para encarar o Chicago Blackhawks, que foi o único a não precisar de sete jogos para vencer e fez 4 a 2 no Vancouver Canucks.

- Ainda no hóquei, mas fora dos Estados Unidos, terminou no dia 10 de maio o Campeonato Mundial de Hóquei sobre o gelo. A Rússia, de Ilya Kovalchuk, levou a melhor sobre o Canadá de Shea Weber, Jason Spezza e Steven Stamkos na final por 2 a 1. Na disputa da medalha de bronze, os EUA – recheados de jovens valores como Zack Boghosian e a dupla do Los Angeles Kings Drew Doughty e o capitão da seleção Dustin Brown – perderam por 4 a 2 para a Suécia, que completou o pódio de um Mundial carente de grandes estrelas da NHL. A equipe ideal do torneio ficou com o bielorusso Andrei Mezin no gol, Shea Weber e o sueco Kenny Johnson na defesa e Ilya Kovalchuk junto dos canadenses Martin St. Louis e Steven Stamkos no ataque. Com esses resultados se repetindo mais uma vez, alguém tem dúvida de que, salvo grandes surpresas, as quatro primeiras colocações sempre ficarão entre Rússia, Canadá, Suécia e EUA? No máximo a Finlândia é capaz de roubar uma vaga no Top 4, como fez nas últimas duas edições.

- NFL: No final de abril rolou o draft e, como já era esperado, o quarterback Matthew Stafford foi o primeiro escolhido, com a missão de recuperar o Detroir Lions após a vexatória campanha da temporada passada, onde não conseguiram nenhuma vitória. Com a escolha número 2, o St. Louis Rams apostou no OT Jason Smith, que terá o trabalho de proteger o blind side de Marc Bulger. Outra escolha previsível, já que todos sabiam que o Rams escolheria Jake Long no draft de 2008 caso o Miami tivesse deixado passar. Completando o Top 5, o Kansas City Chiefs selecionou o DE Tyson Jackson, na primeira surpresa da noite, já que muitos achavam que ele seria no máximo um Top 15, o Seattle Seahawks escolheu o LB Aaron Curry – melhor jogador dessa geração para muitos - e o New York Jets pegou o QB Mark Sánchez.

Surpresas: Darrius Heyward-Bey saindo na sétima escolha, pelo Raiders, antes de Michael Crabtree, o melhor receiver do draft, que foi apenas a décima escolha, pelo San Francisco 49ers;
Alex Mack ser a 21ª escolha pelo Cleveland Browns, já que, apesar do talento indiscutível do center, jogadores de sua posição não costumam ser escolhidos na primeira rodada. Mais surpreendente ainda foi outro C sendo escolhido logo depois, quando o Buffalo Bills selecionou Eric Wood.
Seis wide receivers na primeira rodada. Hackeem Nicks e Kenny Britt poderiam muito bem ser escolhidos um pouco mais abaixo.
Chris “Beanie” Wells selecionado apenas na 31ª escolha. Agora o garoto fará dupla com Tim Hightower no vice-campeão Arizona Cardinals, abrindo espaço para a saída de Edgerrin James.
LB James Laurinaitis, LB Rey Maualuga, CB Alphonso Smith e DE Everette Brown ficaram para a segunda rodada, cada um por questões diferentes. Não foi tão absurdo, mas seria normal se saíssem na primeira rodada.
Maior surpresa de todas: Al Davis selecionando SS Michael Mitchell na segunda rodada. O cartola do Raiders é famoso por suas escolhas polêmicas, mas dessa vez abusou, já que Mitchell era cotado para sair apenas na sétima rodada.

- Para fechar, a MLB: As esperanças de título do Los Angeles Dodgers dimuíram bastante após Manny Ramírez ser suspendo por 50 jogos após flagrante no doping. Agora dependem basicamente da boa fase do pitcher Chad Billingsley para manter a chance de vencer a divisão e ir para os playoffs. Se chegar ao final da temporada com chance de classificação e Manny de volta a situação volta a ser boa para o time de LA.

- Não se trata de esporte americano, mas vale a nota: Dinara Safina tornou-se a número 1 do mundo da WTA, com apenas 22 anos. Muito mais imprevisível do que a ATP, o circuito feminino ainda rende mais emoções do que o masculino, onde Nadal reina absoluto após anos de domínio de Roger Federer.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Rapidinhas - por Wagner Silva

E aí, galera! Volto por aqui com mais um post, com algumas rapidinhas dos últimos dois dias:

- São Marcos é um grande goleiro. Disso, todos sabem. Mas, quando o assunto é decisão por pênaltis, ele se torna o melhor do mundo. Indiscutível!

- O que explica a subida de produção de Marcelinho Paraíba no Coritiba? Foi só vestir aquela camisa branca e o futebol reapareceu. Será um novo "caso Vampeta"?

- Corinthians acerta retorno de Moradei. Agora vai...

- Pela enésima vez, ouço falar em um provável retorno de Ronaldinho Gaúcho ao futebol brasileiro. Segundo o blog do Cosme Rimoli (http://blogdocosmerimoli.blog.uol.com.br/), São Paulo, Palmeiras, Fluminense, Flamengo e até mesmo o 'traído' Grêmio estariam interessados no craque, visívelmente insatisfeito no Milan. No caso do São Paulo, o presidente do Corinthians, Andres Sanchez, deu uma de "X-9" e entregou o interesse do rival tricolor. Quem será o próximo??? Daqui a pouco, o Brasil será o refúgio dos "craques-fanfarrões-sem-mercado".

- Kléber foi absolvido por imitar um galo na primeira partida da final do Campeonato Mineiro. Em breve, será anunciada uma lista das comemorações que são permitidas. Se for imitar um animal, nada que lembre o símbolo de outro clube. Ornitorrinco pode???

- No tênis, mesmo jogando em casa, o Brasil se mantém cauteloso para o confronto com o Equador, dos irmãos Lapentti, pela próxima fase da repescagem da Copa Davis. Que fase...

- Roger Federer estreou com vitória no Masters 1000 de Madri. 6-1 e 7-5 sobre Robin Soderling. Até aí, nada mais do que a obrigação. Como já diria Vitor Sérgio Rodrigues (http://vitorsergio.zip.net/), Federer pode ter perdido a hora de parar. Talvez, termine o ano como número quatro ou cinco do mundo. Até do "primo pobre" Wawrinka ele já perdeu este ano.

- Max Mosley diz que, com ou sem Ferrari, vai impor o teto orçamentário em 2010. Me engana que eu gosto...

- NBA - Jogo cinco das Semifinais da Conferência Leste: Boston Celtics 92 X 88 Orlando Magic. A vitória do Celtics no jogo quatro, em Orlando, definiu o rumo da série. Aposto em nova vitória do Celtics na Flórida, pra fechar a série. Enquanto isso, LeBron James e o Cavaliers esperam pela próxima presa.

No próximo post, falaremos um pouco mais dos outros esportes dos Estados Unidos, como hóquei, beisebol e futebol americano.


E, para quem tiver um tempinho, confiram meu blog pessoal: http://blogdowagnerbebe.blogspot.com/ . Não fala só de esportes, mas, sempre que rolar um assunto interessante, ele será devidamente abordado, como no post de abertura, falando sobre o atual momento da nossa natação.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O retorno - por Wagner Silva

Ressuscitando o blog, depois de quase seis meses de inatividade, devido à problemas estruturais, volto por aqui falando do agitadíssimo fim-de-semana no mundo esportivo. O mês de maio é marcado pelos finais de temporada, não só no futebol, como em vários outros esportes. Fora que a metade do ano sempre nos reserva competições importantes em ãmbito continental e mundial. Então, vamos ao que interessa, fazendo um resumo do que rolou nos últimos dias:

- Começamos com a Fórmula 1. Jenson Button está se aproximando do título mundial! Há alguns meses atrás, quando o mesmo ainda estava desempregado, qualquer pessoa que acreditava nessa possibilidade seria tachada de louca. Mas, ajudado pelo novo regulamento e pela genialidade de Ross Brawn, Button vai tornando o campeonato de 2009 o mais previsível e sem-graça desde a "Era Schumacher". O único que pode destronar Button ainda neste ano é o alemão Sebastian Vettel, que tem talento de sobra e um ótimo carro. Rubinho??? A equipe e a falta de sorte conspiram contra. Talvez, se ele correr mais e chorar menos, podemos ter alguma esperança...

- Na natação, foi bastante surpreendente e ainda mais animador o desempenho dos nadadores brasileiros no Troféu Maria Lenk. Recordes sendo pulverizados, com direito a recorde mundial dos 50m peito, com Felipe França e a outro recorde quase sendo batido, com Henrique Barbosa, nos 100m peito. Fora o desempenho excepcional de César Cielo, que, mesmo fora de forma, conseguiu seis medalhas de ouro. Assim, levo fé que a delegação brasileira fará bonito no Mundial de Roma, em julho.

- Agora, falemos de basquete. Os Playoffs da NBA estão de tirar o fôlego! Primeiro, sete jogos espetaculares entre Chicago Bulls e Boston Celtics. O Celtics, mesmo sem Kevin Garnett, levou a melhor e agora tenta manter vivo o sonho do bicampeonato contra o Orlando Magic. E, ontem, a vitória, fora de casa, com direito a cesta no estouro do cronômetro de Glen Davis (!!!), provou que aquela camisa verde e branca ainda pesa.

- Já na série entre Los Angeles Lakers e Houston Rockets, as polêmicas têm roubado a cena. As expulsões, faltas flagrantes e seus desdobramentos fora das quatro linhas são mais comentadas do que a lesão que deixará o chinês Yao Ming fora do resto dos Playoffs, as grandes atuações de Kobe Bryant (40 pontos no jogo 2), Ron Artest e Aaron Brooks (34 pontos no jogo 4). No meio disso tudo, as duas equipes seguem fazendo um duelo de altos e baixos, que está empatado em 2 a 2. Promessa de fortes emoções e mais polêmicas...

- Por outro lado, Cleveland Cavaliers, no Leste, e Denver Nuggets, no Oeste, seguem passando por cima de seus adversários. O Nuggets, de Nenê, ganhou fácil do New Orleans Hornets por 4 a 1 e não vem tomando conhecimento do Dallas Mavericks, abrindo 3 a 0, sendo que, no último jogo, em Dallas, o Mavs reclamou muito de uma falta que foi feita (intencional, tentando parar o relógio!) não marcada em Carmelo Anthony, permitindo que o astro do Nuggets fizesse a cesta da vitória, com dois segundos para o fim. Já o Cavaliers, de Anderson Varejão, ainda não perdeu na pós-temporada e, se depender de LeBron James, isso não deve acontecer tão cedo. "King James" vem em seu melhor momento, mostrando por quê foi, de maneira INCONTESTÁVEL, o MVP desta temporada. Com médias de 33,7 pontos, 10 rebotes e 6,6 assistências, LeBron quer mostrar a todos que chegou a hora do Cavs. Mas, contra Celtics, Magic ou Lakers, o time de Cleveland vai precisar de muito mais do que "apenas" o melhor jogador do planeta.

- E, para fechar, falemos de futebol. Na Europa, três dos grandes campeonatos poderiam ter sido definidos nesta rodada. Mas somente o Porto, jogando no Estádio do Dragão, fez o dever de casa e conquistou o título português. Barcelona, na Espanha, e Inter, na Itália, tropeçaram e terão que aguardar pelo menos mais uma semana. Na Alemanha segue tudo indefinido, com quatro times na briga. o Wolfsburg, de Grafite e Josué, tinha ótima vantagem, mas foi goleado pelo Sttutgart e, agora vê Bayern de Munique, Hertha Berlim e o próprio Sttutgart em sua cola. Já na inglaterra, o Liverpool bem que tenta, mas o Manchester United segue vencendo a todos que cruzam seu caminho. Na França, o Olympique de Marselha está perto de quebrar a hegemonia do Lyon, mas o Bordeaux ainda sonha.

- Enquanto os campeonatos europeus chegam ao fim, o Brasileirão começa. Começa com direito a obra-prima de Nilmar contra o (mistão do) Corinthians, a Wellinton e o ataque do Flamengo entregando a vitória ao Cruzeiro, ao gol-relâmpago de Maurício levando o Fluminense a vencer o duelo tricolor contra o São Paulo, ao despertar tardio de Grêmio e Santos que resultou num empate, à decepcionante atuação dos Atléticos (o Mineiro, que sofreu para arrancar um empate com o Avaí; e o Paranaense, que perdeu em sua Arena para o Vitória), ao gol de Keirrison definindo a vitória do Palmeiras contra seu ex-clube, ao disputadíssimo jogo entre Goiás e Náutico e aos empates sofridos arrancados por Botafogo, contra o Santo André, e Barueri (com gol espírita de Pedrão), contra o Sport, ambos fora de casa. Em meio a tantos jogos e gols, a única conclusão que podemos tirar ao fim da primeira rodada é que, seja na parte de cima ou na de baixo da tabela, emoção é o que não vai faltar no campeonato mais equilibrado do mundo.

- Para finalizar, um pouco da Série B. A primeira rodada teve poucas surpresas: na minha opinião, somente a vitória do Guarani sobre o Fortaleza, no Castelão, foi inesperada. Nem mesmo a grande estréia do Duque de Caxias, arrancando três pontos do ABC no Frasqueirão, fugiu do script. E o principal destaque foi a vitória do Vasco sobre o Brasiliense. Nem tanto, pelo placar, 1 X 0 chorado, mas pela participação da torcida cruzmaltina, cantando durante todo o jogo e mostrando que "o sentimento não parou" mesmo! E o embate de sábado mostrou que, mesmo jogando mal em algumas partidas, o Vasco tem tudo para, sem muitos sustos, conseguir o retorno para a elite do futebol brasileiro.