terça-feira, 4 de novembro de 2008

Balanço do fim-de-semana - Por Wagner Silva

Por problemas de conexão, posto hoje o que já deveria estar no ar desde ontem.


O fim-de-semana prometia... e, em sua maior parte, as promessas foram cumpridas.


Mas minha bola de cristal precisa ser levada para revisão. Principalmente quando se trata de futebol. Na rodada do Brasileirão, errei mais do que acertei. No sábado, o Flamengo parou de jogar após o primeiro gol e conseguiu apenas um empate, na base do desespero, diante de uma Portuguesa muito organizada taticamente. Nos Aflitos, o Náutico venceu o Vitória e afrouxou um pouco a corda que estava em seu pescoço, mas a Polícia pernambucana quis mais uma vez aparecer mais do que os jogadores. E o Cortiba, dando claras mostras de que aguarda ansiosamente pelas férias, não viu a cor da bola e deu esperanças ao Ipatinga, que venceu por 2 a 0, mas segue na lanterna.

No domingo, o Botafogo, mais uma vez prejudicado pela arbitragem, foi ao Mineirão e perdeu para o Atlético-MG por 2 a 1, mas, ao invés de culpar os árbitros, o alvinegro poderia se concentrar em resolver os próprios problemas em campo, se quiser ter alguma chance diante do Estudiantes, na quarta-feira, pela Copa Sul-Americana.

O rival do Galo, o Cruzeiro, não foi sombra do time que briga pelo título e, no Serra Dourada, não viu a cor da bola contra o sempre perigoso Goiás. Resultado: derrota por 3 a 0 e o título mais longe. Na Arena da Baixada, enfim acertei um resultado, mesmo assim a muito custo. Com um gol apenas nos acréscimos, o Atlético-PR superou o Sport e ganhou fôlego na luta contra o rebaixamento.

Voltando à parte de cima da tabela, falamos do Grêmio, que entrou na rodada como líder, mas, seguindo seu descomunal esforço para jogar o título fora, parou no desesperado Figueirense, empatando em 1 a 1. Já o Palmeiras mostrou a força de seu time e, no sufoco, em um jogo com muita polêmica, venceu o clássico contra o Santos por 2 a 1, assumindo momentaneamente a liderança.
Momentaneamente, porque o São Paulo, em busca de se tornar o primeiro time a conquistar três títulos seguidos, passou por cima do Inter, vencendo por 3 a 0 e aumentando a crise do time gaúcho.
No outro clássico da rodada, o "Clássico dos Desesperados", o Vasco conseguiu suportar a pressão do Fluminense no primeiro tempo e, na etapa final, foi ao ataque para vencer por 1 a o, trazendo o tricolor de volta à zona da degola. Mas os vascaínos que não se iludam. A partida foi equilibrada por baixo e vencida nos detalhes. Os dois times mostraram que são fortes candidatos ao descenso, caso não apresentem melhoras nas próximas rodadas.

Ao final da rodada, chego a apenas uma conclusão: o título está cada vez mais próximo de permanecer em São Paulo. O grande favorito é o São Paulo. O tricolor do Morumbi mostrou que é um time de chegada e vem passando por cima de todos na reta final. Além disso, conta com uma defesa sempre sólida, um ataque eficiente e, no meio-campo, tem Hernanes, o craque do campeonato. Vai ser difícil segurar o time de Muricy Ramalho.
Correndo por fora, vem o Palmeiras. O time do Palestra Itália mantém a regularidade e tem time para ser campeão. A briga promete.
Quanto a Grêmio, Cruzeiro e Flamengo, melhor pensar em uma vaga na Taça Libertadores da América. os três tiveram tudo para liderar, mas fazem um esforço descomunal para perder pontos em jogos considerados ganhos. Acredito que a briga mais intensa do campeonato será a dos três, uma briga para ver quem fica de fora da competição sul-americana. E todos parecem bem determinados a isso...

Esforço semelhante fez Felipe Massa no Grande Prêmio do Brasil. Mas não deu para ele. A conquista era difícil e, faltando apenas duas voltas, se tornou palpável, no momento em que o promissor Sebastian Vettel passou como quis por Lewis Hamilton, deixando o britânico em sexto, posição que dava o título a Massa.
Mas o título se decidiu mais uma vez nos boxes. Calma, tanto Massa quanto Hamilton contaram com um trabalho brilhante de suas equipes. O fiel da balança foi Timo Glock. O alemão da Toyota foi cedo para os boxes em sua última parada e colocou combustível para ficar até o final da prova. Quando começou a chover, já nas voltas finais, todos foram para os boxes para colocar pneus de chuva, menos Glock, que não tinha nada a perder e ficou na pista com pneus para pista seca. O final da história todos já sabem.
Só que há uma coisa que passou despercebida. Glock, em sua parada nos boxes, ficou mais de 14 segundos nos boxes, o que segundo Reginaldo Leme, poderia ser decorrente de um erro de sua equipe no pit-stop. Caso o tempo da parada fosse de 10 segundos, o que daria ao alemão combustível suficiente para terminar a prova, Glock só teria Hamilton em sua cola mais a frente, com alguns retardatários a mais e mais próximo da reta de chegada, onde já poderia ter restabelecido sua aceleração, o que dificultaria uma ultrapassagem, tanto de Vettel quanto de Hamilton. Mas o "se" não conta muito nessas horas e Massa vai ter que esperar por mais uma temporada.


Para fechar, uma rapidinha. Como o Vinicius já disse, o Detroit Pistons, em mais uma das mudanças prometidas pelo gerente geral Joe Dumars, mandou Chauncey Billups para Denver, trazendo Allen Iverson, a curto prazo um cestinha nato, a longo prazo um contrato de US$ 20 milhões a expirar na próxima inter-temporada, o que, somado ao alto valor de outro contrato que termina em pouco tempo, o do bad-boy Rasheed Wallace, dá ao Pistons um grande poder de barganha na tentativa de trazer um grande nome para os próximos anos.
Mas, se Dumars abriu mão de Billups, o mesmo não foi feito com Richard Hamilton. Mais jovem e sempre produtivo ofensivamente, o ala-armador teve seu contrato extendido por mais três temporadas, nas quais embolsará US$ 34 milhões. Nas próximas semanas, aguardem, pois mais trocas e renovações podem vir por aí. Jogadores como Shawn Marion, Lamar Odom, Carlos Boozer, Al Harrington, Ben Gordon e até Vince Carter podem estar encontrando novos lares em breve...

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